terça-feira, 29 de setembro de 2009

PARADOXO DOS GÊMEOS!

O paradoxo dos gêmeos” foi proposto por Paul Langevin e discutido pela primeira vez na Primeira Conferencia de Solvay, realizada em Breuxelas em 1911.
Langevin anunciou uma “experiência de pensamento" onde dois gêmeos se separam num dado instante, iniciando um deles uma viagem numa nave que se desloca a uma velocidade próxima da velocidade da luz ate uma estrela distante, regressando logo em seguida para Terra. Ao encontrar-se com o seu gêmeo que ficou na Terra acabaria por verificar que este se encontraria muito mais “velho” isto significando, portanto, que o tempo “anda” mais lentamente para o gêmeo viajante.
Para a maioria dos físicos a questão acima não é de modo algum um “paradoxo” e nem seria necessário “invocar” a teoria da relatividade generalizada (TRG) para resolvê-lo, visto se tratar de uma experiência de pensamento.
O paradoxo se estabelece porque sendo o movimento um conceito relativo e tomando como base o princípio da relatividade que estabelece que não exista uma experiência no Universo capaz de identificar um referencial privilegiado, ou seja, existiria uma equivalência perfeita entre repouso e movimento, qualquer um dos gêmeos poderia admitir que estivesse em repouso no seu referencial, mesmo que o movimento relativo apresentasse variações, acelerações, seriam equivalentes para ambos os pontos de vista.
Sendo assim, como o resultado pode apontar uma diferença de idades (assimetria)?
Alguns argumentam que na verdade existe uma assimetria entre os dois gêmeos, pois um deles poderá ser considerado inercial, no caso o que ficou na Terra, mas o viajante que vai e volta, sofre em algum lugar no seu trajeto uma aceleração para poder inverter o sentido da viagem e voltar para a Terra. Só assim os dois gêmeos poderão voltar a se cruzar depois de terem se separado.
Mas esta última solução contraria diretamente o próprio princípio da relatividade que garante a “perfeita” equivalência repouso-movimento, pois permitiria identificar pela própria “diferença de idade” um referencial privilegiado, tanto faz qual dos dois seria considerado privilegiado, mas o fato é que existiria uma diferença que indicaria um movimento real de um deles, contrariando dessa forma a própria suposição que gerou toda a teoria!
Pelo principio da equivalência, não se pode afirmar que é a nave ou a Terra que “realmente” se move, aliás, não faz nem sentido a palavra “realmente”, posto que para a TRR nada é realmente, tudo é relativo!

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